O rei e os súditos das Congadas.

O rei e os súditos das Congadas.

“Sou solteiro

Sou casado

Sou soldado da Senhora do Rosário!”

Puxava o senhor mais velho do terno de Moçambique de Santa Efigênia do Bairro Feliz, o grupo anfitrião das Congadas da Vila João Vaz, aqui em Goiânia.

Confesso que foi a primeira vez que vi ao vivo uma festa de Congada. Foi emocionante! Aquelas pessoas lindas, aquela música contagiante, as visitas dos grupos as residências dos moradores do bairro… Enfim, me faltam palavras. Nossa cultura é mais que rica, é diversa, é poética!

Fica aqui uma homenagem aos congadeiros lindos que lutam para que essa manifestação continue por muitos anos. Uma reverência de sua nova súdita.

beijos a todos!

Lu

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Garrei feição!

Garrei feição!

Neste fim de semana teve Arraiá do Cerrado aqui em Goiânia. Fui pela primeira vez no sábado, para fotografar as apresentações das Quadrilhas. Idéia da turma do Coletivo Olhares do Cerrado, do qual faço parte.

Fui por diversão, por exercício, por curiosidade, para encontrar os amigos. Confesso que foi muito divertido. Dos quatro grupos que se apresentaram aquele dia, “garrei feição” por um em especial.

A Fogaréu veio com a temática do Cangaço, com a linda história de amor de Virgulino Ferreira da Silva, O Lampião e Maria Gomes de Oliveira,  A Maria Bonita. Além do figurino e maquiagem impecáveis, a narrativa e as músicas me encantaram.

“Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém se acontecesse de São Pedro não abrisse a porta do céu e fosse te dizer qualquer tolice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvés que nois dois ficasse
Tarvés que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse” – Zé Da Luz / Cordel do Fogo Encantado.

 

Foi lindo!

Beijo a todos!

 

As sombras do mar de luz.

As sombras do mar de luz.

Quem é de Goiás já conhece, ou pelo menos ouviu falar da famosa Festa do Divino Pai Eterno em Trindade. É uma festa religiosa, realizada todos os anos, sempre em junho. A primeira vez que fui a festa, foi na época em que fazia curso de fotografia no SENAC, era uma dos temas a ser fotografado para o curso. Muito tempo se passou, e domingo de madrugada, lá estava eu em Trindade, era o último dia das celebrações. Num primeiro momento já digo: A festa cresceu e muito!

Tudo já começa com a famosa rodovia dos romeiros, muitos fiéis seguem à pé pela rodovia,  a GO-060 que liga Goiânia a Trindade, que além de abrigar grandes murais da Via Sacra, feitos pelo artista goiano Omar Souto, nesta época também abriga muuuuuuuitas barracas de comerciantes de todo os tipos.

Eu particularmente fiquei chocada com a quantidade de  barracas de comerciantes  e com a quantidade de lixo. Para todos os lados eram barracas e mais barracas e muito, muito lixo…

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Aqui, já era 7:26, o dia já tinha raiado, mas só para ter uma idéia do mar de gente!

Mas, eu tinha ido com a finalidade de fotografar os fiéis, as pessoas, participantes de uma procissão que seria as 5h da manhã (na verdade as 4:30H), mas chegamos tarde, e só conseguimos começar a fotografar as 6:35, quando a missa atrás da Basílica já havia começado.

Confesso que fiquei meio perdida, aquela massa densa de gente, com uma luz muito forte, chapada… Parecia uma coisa só!

Diante daquela luz na platéia da missa, eu fiquei fugindo da luz, estava muito escuro para aquela claridade toda!

Resultado: Alguns retratos em pb, muita fuga da luz, muitos seres únicos no mar de gente iluminada pela luz do Divino.

E foi isso…

À essas pessoas que foram em busca de bênçãos, muita luz!

Beijos a todos!

 

Ah!!! Agradecimento especial ao Bonito, que me fez companhia neste amanhecer em Trindade. =**