Lavar idéias.

Lavar idéias.

Segundo o  Dicionário  Priberam da Língua portuguesa:

banho (latim balneum-i)

substantivo masculino

.Ato de banhar ou banhar-se.

Exposição a alguma coisa (ex.: banho de sol).

Inserção temporária em determinado meio (ex.: banho de multidão).

 

De uns bons tempos para cá, o banho para mim, não serve apenas para lavar o corpo. Como boa brasileira que sou: banhos? Todos os dias! As vezes, vários ao dia. Mas, ali no banho, algumas vezes resolvo muitas outras questões.Tenho idéias, decido assuntos importantes, me tranquilizo, choro as mágoas… É um momento de muita reflexão, que já me ajudou (e ajuda!) a sair de alguns labirintos.

Esses dias, por uma brincadeira – assim espero! hihihihihihihi (queriam me mandar pro petshop porque meu cabelo estava preso… ¬¬ ) acabei produzindo 2 fotos no banho… (isso mesmo, não dá idéia que eu aceito!)  Mas, hoje num momento de muita reflexão, acabei produzindo um ensaio.

Já era hora, ne.

 

Se esse banho serviu pra organizar essas ideias que precederam o ensaio? Ainda não, mas o chuveiro está bem ali.

Ah! Fiz as fotos e editei com o celular. Ele teve que tomar um solzinho, mas está bem.

 

Beijos a todos !! (beijo especial pro meu querido conveniado do petshop, dedico esse ensaio a você!)  😉

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As sombras do mar de luz.

As sombras do mar de luz.

Quem é de Goiás já conhece, ou pelo menos ouviu falar da famosa Festa do Divino Pai Eterno em Trindade. É uma festa religiosa, realizada todos os anos, sempre em junho. A primeira vez que fui a festa, foi na época em que fazia curso de fotografia no SENAC, era uma dos temas a ser fotografado para o curso. Muito tempo se passou, e domingo de madrugada, lá estava eu em Trindade, era o último dia das celebrações. Num primeiro momento já digo: A festa cresceu e muito!

Tudo já começa com a famosa rodovia dos romeiros, muitos fiéis seguem à pé pela rodovia,  a GO-060 que liga Goiânia a Trindade, que além de abrigar grandes murais da Via Sacra, feitos pelo artista goiano Omar Souto, nesta época também abriga muuuuuuuitas barracas de comerciantes de todo os tipos.

Eu particularmente fiquei chocada com a quantidade de  barracas de comerciantes  e com a quantidade de lixo. Para todos os lados eram barracas e mais barracas e muito, muito lixo…

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Aqui, já era 7:26, o dia já tinha raiado, mas só para ter uma idéia do mar de gente!

Mas, eu tinha ido com a finalidade de fotografar os fiéis, as pessoas, participantes de uma procissão que seria as 5h da manhã (na verdade as 4:30H), mas chegamos tarde, e só conseguimos começar a fotografar as 6:35, quando a missa atrás da Basílica já havia começado.

Confesso que fiquei meio perdida, aquela massa densa de gente, com uma luz muito forte, chapada… Parecia uma coisa só!

Diante daquela luz na platéia da missa, eu fiquei fugindo da luz, estava muito escuro para aquela claridade toda!

Resultado: Alguns retratos em pb, muita fuga da luz, muitos seres únicos no mar de gente iluminada pela luz do Divino.

E foi isso…

À essas pessoas que foram em busca de bênçãos, muita luz!

Beijos a todos!

 

Ah!!! Agradecimento especial ao Bonito, que me fez companhia neste amanhecer em Trindade. =**

 

 

 

Caminho de casa.

Depois de ter mudado de estúdio, pude ter o privilégio de voltar do trabalho a pé. A mudança já ocorreu há quase 3 anos, mas desde então, comecei a prestar mais atenção no caminho. Era um exercício que fazia muito quando morava em São Paulo. Quando ia ao centro, ficava imaginando como seria a cidade na década de 20, 30, 40… Fazia micro viagens no tempo.

Pois bem, com minhas andanças comecei a fotografar descompromissadamente o caminho entre minha casa e o trabalho. Fotografava o que achava bonito ou interessante. Com o decorrer do tempo, comecei a perceber que sempre me pautei pela luz. E foi lindo perceber as mudanças dessa luz no decorrer do ano.

O ensaio ainda vai continuar, mas, por enquanto, vejam um pouco do processo:

Uma coisa eu já descobri: meu caminho de casa é lindo!

 

Beijo a todos

Lu Barcelos

 

 

“Quer ir longe, vá acompanhado”.

A velha união faz a força já se confirmou e se confirma a todo tempo.

Eu já fazia, e ainda faço, parte de uma associação nacional de fotógrafos chamada Fototech. É uma troca de conhecimento muito legal, com fotógrafos profissionais e amadores de todo país.

Em dezembro do ano passado, recebi um convite para ingressar no Fotoclube Olhares do Cerrado. Esse fotoclube, vivo já por 2 anos, passa por algumas mudanças, hoje se tornou um coletivo de fotógrafos. e que prioriza a produção e estudo da fotografia autoral.

Eu confesso que pela correria do dia-a-dia, a demanda da Chocolate e a criação da Bacanuda, acabei me enrolando para aceitar e ingressar no grupo, mas confesso a vocês que foi um erro. A turminha ali está em plena produção e reflexão sobre fotografia contemporânea, algo que eu já procurava há um tempo.

Esperem que vem coisa boa por aí!

 

😉

beijos a todos

Lu Barcelos

Exposição à caminho!

E vem mais uma!

COVER_EXPO LU BARCELOSExposição é sempre uma loucura! Tudo dá certo, mas quando chega na semana, tudo dá uma atrapalhadinha. Um passe-partout não dá certo, falta uma coisa, outra ainda não está de acordo… Mas, já estou calejada da época que fotografava muuuuuuitos eventos, isso é indício que vai dar certo. Pelo menos assim espero! UFA! rs

Mas, fato é que, amanhã, um dos cafés mais charmosos de Goiânia, vai receber a exposição Actio Corporis.  Segunda exposição individual da Lu Barcelos (euzinha!). Vão 08 fotos para o Café Cariño, todas impressas com pigmento mineral em papel de algodão da canson pela Tetto fineart. Ficou lindo!

Segue o resumo:

 

Pocket Expo: Actio Corporis

 

Em física, movimento é a variação de posição espacial de um objeto ou ponto material em relação a um referencial no decorrer do tempo.

Actio Corporis capta de forma poética essa variação espacial de posição dos belos corpos de bailarinos e atores.

Ao invés de selecionar apenas parte do movimento, o intuito aqui é derreter, mesclar, borrar, fundir toda a variação espacial desses corpos em apenas um quadro. Um convite a observação do processo poético do movimento.

Essa pocket exposição é um breve recorte desse trabalho que vem sendo desenvolvido ao logo da carreira da artista.

 

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Mova.

 

 

Lu Barcelos é formada em Comunicação Social pela UFG, em Fotografia pela Escola Panamerica de Artes, em São Paulo e faz parte da associação de fotógrafos Fototech. Tem colaboração em projetos de dança, música e de artes visuais. Participante de várias exposições coletivas, teve sua primeira exposição individual em 2013, na Galeria Potrich em Goiânia. Fundadora do estúdio Chocolate Fotografias em Goiânia, atua na área de fotografia de família, institucional e publicitária.

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Vários 01 – já presente aqui no blog!

Aguardo todos lá!

Mas, para quem não está em Goiania, prometo que postarei fotos e vídeos!

Beijos a todos

Lu Barcelos

 

Dia mundial da Fotografia – Foto autoral!

Dia mundial da Fotografia – Foto autoral!

Que dia melhor para falar sobre foto autoral do que o dia mundial da fotografia?

O 19 de Agosto foi escolhido para comemorar o Dia mundial da fotografia em razão do anúncio oficial ao mundo do Daguerreótipo (o primeiro processo fotográfico). E isso foi em Paris, na Academia de Ciências da França, em 1839!

Nesses 176 anos, o processo já teve vários avanços tecnológicos e em várias vertentes. Fotografia de pessoas, de lugares, de acontecimentos sempre tiveram um peso histórico muito importante. A todo momento vemos um link novo na internet com fotos históricas, de Dom. Pedro a Frida Khalo, de Titanic a Bomba de Hiroshima…

A foto de família tem peso forte em nossas vidas. Quem nunca viu aquela única foto preto e branco do casamento dos avós, naquele papel mais firme com uma textura de casaca de ovo? Ou ainda, pegou aquela foto da adolescência e constatou que aquele corte de cabelo era muito brega… Hoje com os ‘selfies’ então… teremos muita diversão no futuro. O que é uma delícia, né?

Fato é que seja foto de família ou de acontecimento histórico a foto é uma forma de emocionar, de fazer refletir. É aí que a fotografia autoral vem mais forte!

Rio em maio
Rio em maio

Hoje vemos esses termos: fotografia autoral, fotografia fineart, fotografia de autor… Mas, que diabos é isso? Toda foto num tem um autor???

A fotografia autoral é uma fotografia feita sem uma demanda específica, feita como obra de arte.

Soul - Série Mova
Soul – Série Mova

Se eu faço uma foto para contar a história de uma família, ela é uma foto de família, se eu faço foto de um produto para anúncio, ela é uma foto de publicidade e se eu faço uma foto com o único intuito de fazer refletir, ou emocionar, ou até mesmo para decorar uma parede já é caminho para o campo autoral.

Fotos da série SP.
Fotos da série SP.

Se fossemos explicar como literatura, a fotografia autoral seria uma poesia, e não uma reportagem.

E hoje essa fotografia autoral vem aparecendo mais e mais. Invadindo galerias, sendo temas de festivais, como o Paratyemfoco e cada vez mais presente em paredes de colecionadores de arte e do publico em geral.

Série - Viva!
Série – Viva!

E claro, o processo fotográfico autoral tem ficado cada vez mais minucioso. Além de conceito, estética, originalidade, os artistas de foto autoral tem tido muito maior acesso a tecnologia de impressão, como a feira com pigmento mineral em papel de algodão, o que aumenta a durabilidade da obra e ainda temos feito séries limitadas e assinadas de cada obra.

Com mais essa popularização dessa área da fotografia, ficamos mais felizes nesse dia 19/08. Que venham muitas fotos!!!

Beijos a todos

Lu Barcelos